21 de dez de 2011

4 meses de EUA, baby

"Imagino quão boa, diferente, doida, sofrida e linda é essa experiência."
                                                                 Fernando Cyrino, em resposta ao meu cartao postal

Tô aqui a 4 meses e parecem 3 séculos.
Rapadura é doce, mas num é mole, não, fio...
Isso aqui tem mais parecido uma montanha russa.
Eu sei que esta experiência tem me mudado mais do que eu possa perceber agora.
E que eu vou voltar pro Brasil diferente, mais forte, mais culta, mais globalizada., etc, etc, etc.
Mas que tem sido PHODA, tem.
Dizem que são quatro estágios que passamos quando vamos viver fora e experimentamos o choque cultural:
Lua de mel, estágio da raiva, estágio do entendimento e por fim o estágio da aclimatação.
A duração e o sofrimento envolvido em cada um desses estágios depende de cada indivíduo humano corajoso o suficiente pra deixar sua zona de conforto e ir ver qual e a de um outro país, um outro povo, uma outra cultura.
Não sei se é pq a lua de mel passou, e eu tentei fazer de tudo pra que nao passasse.
Eu tentei ocupar o tempo: yoga, blog, violino, filme cartões postais pros queridos.
Entretanto tem uma nuvem preta pairando em cima de mim.
Mas como todos vcs que me conhecem sabem eu sou forte pra caralho, desafio é comigo mesmo e não há nada nesse mundo que eu nao possa enfrentar.
E eu nao vou ficar fazendo pose de vida feliz do facebook porque "la vie en close c'est une autre chose"

Eu sinto falta da minha mãe. Eu sinto falta da Morena me acordando de manhã. E antes que eu consiga alcançar o banheiro que ela venha com a bolinha na boca. Eu sinto falta do português. Eu sinto falta do biscoito piraquê. Eu sinto falta da minha independência de ir aonde quiser sozinha. Da rua Augusta. Dos shows no sesc. De dançar um xote colado. Das loucuras do meu pai. Da minha irmã mais velha dizendo que me ama ate o fundo do coração. Da minha irmã mais nova reclamando e do meu irmão aprontando. De ir no cinema com meu primo. Da caipirinha. De poder ligar à vontade pros amigos. De fazer todo mundo no lab parar pra ouvir uma das minhas histórias doidas. De ver vitrine com a minha mãe. De passar horas no shopping sozinha. Dos meus vestidos. De conversar infinitamente em algum café com a Renata. De ir na tal da esfiha com Maribel e Dani. De sentir que estou perto de quem eu escolhi estar.  Do Arnô me dando alguma boa dica literária ou declamando algum poema. Do Lucas me chamando de fiote. De ir no lab da Dani e nunca achá-la. De programar minha ida pra Tiradentes. Eu sinto falta da bundinha. Do pão na chapa e do pingado da padaria eu sinto falta pra caralho. Eu sinto falta de tanta coisa que é difícil nomear.

Mas..."Vou voltar, sei que ainda vou voltar, para o meu lugar, foi lá e é ainda lá, que eu hei de ouvir cantar, uma sábia... vou voltar!" Chico e Tom

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=lhsXWXzh4ow#!

Obs. Uma dica: Cuidado quando for beber abroad. Tristeza com cachaça vira uma válvula de escape que pode acabar como uma bomba atômica e te fazer "disseminar o caos geral". Como me disse minha amiga Fabrícia: "essas cidades estrangeiras potencializam nossas estranhezas..." o que foi confirmado independetemente  pela Fê Sais "... parece que a gente fica mais bêbado em ambientes menos familiares, toma cuidado... ", e dito por ela provavelmente foi testado cientificamente rs. Então sejam espertos e não façam a mesma burrice que eu fiz.

Um comentário:

  1. é fia... hehehe o mais engraçado é que quando vc voltar aqui pro brasil.. vai sintir falta dessa porra aí.. kkkkkk mas te garanto.. melhor lugar no mundo não há que não seja o brasil.. a nossa casa, a nossa língua e a nossa cultura.
    Mas relaxa e curte.. bju - Hadassa

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